1ª Reunião Ordinária do FORPLAD em 2019 – Belo Horizonte

Participantes do FORPLAD - Belo Horizonte.
Raphaela Dias/UFMG
 
Os impactos do novo marco legal da ciência, tecnologia e inovação sobre as universidades federais, a adoção de novas tecnologias de gestão e de um modelo de gerenciamento de risco foram alguns dos assuntos que mobilizaram os gestores, docentes e técnicos que estiveram presentes no 1º Fórum Nacional de Pró-reitores de Planejamento e Administração (FORPLAD) em 2019, sediado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
 
O evento foi aberto na tarde do dia 03 de abril pela reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida. Na oportunidade, a reitora defendeu que: “As verbas para educação, ciência e tecnologia não devem ser vistas como gastos, mas como investimentos”. Em seu entendimento, quanto mais o orçamento para as universidades for “estrangulado”, mais impactos negativos serão sentidos na sociedade. “Não se constrói um país sem investimento contínuo e sustentável nessas áreas. Em momentos de crises, outros países fizeram esse movimento e foram bem-sucedidos”, completou Sandra Goulart, informando que, a cada R$ 1 que retorna para a UFMG em decorrência de licenciamento de tecnologias, R$ 30 são gerados para o Estado.
 
Sandra Goulart - Magnífica Reitora da UFMG
Raphaela Dias/UFMG
 
A reitora também chamou a atenção para o momento “desafiador” em que as universidades brasileiras sofrem ataques tanto na esfera econômica quanto na simbólica. “Há muitos anos, a educação superior pública enfrenta dificuldades para obter financiamentos. Atualmente, no entanto, também estão sendo minadas nossa autonomia e nossa legitimidade”, argumentou. Para Sandra Goulart, as universidades são instrumentos de combate às desigualdades e injustiças sociais e "não podem ser vistas como mercadorias, como querem alguns líderes. É preciso que a comunidade acadêmica faça um corpo a corpo visando à conscientização de toda a sociedade".
 
O Coordenador Nacional do FORPLAD, Thiago José Galvão das Neves, destacou que "é papel de todos os pró-reitores de planejamento e administração defender as propostas condizentes com a importância das universidade para a sociedade”.
 
Segundo os pró-reitores da UFMG Mauricio Freire Garcia (Planejamento) e Ricardo Fakury (Administração), as reuniões do Fórum são extremamente produtivas, porque geram oportunidade de intercâmbio acerca de soluções para problemas similares enfrentados pelas universidades.
 
 
Gestão de tecnologia
 
Durante os três dias de reunião, os gestores analisaram como o novo marco de CT&I (a legislação de 2016 foi regulamentada em 2018) impacta as Ifes e, especialmente, o papel das fundações de apoio no novo cenário. De acordo com Mauricio Freire, a legislação cria possibilidades para os núcleos de inovação tecnológica das universidades. “O novo marco traz determinações sobre como as instituições passam a gerir suas patentes”, comenta o pró-reitor, lembrando que UFMG tem práticas bem estabelecidas na relação com a Fundep e a Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT). 
 
Outro painel abrigou a discussão sobre ferramentas no campo da chamada Business Intelligence que podem ser utilizadas na tomada de decisões por parte das universidades. O debate foi realizado no dia 4 de abril, no auditório da Reitoria da UFMG, e foi conduzido pelo professor Edson Cáceres, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
 
Também na área da gestão, os pró-reitores discutiram sobre a versão final do sistema ForRisco, o qual tem o objetivo de sistematizar o gerenciamento de riscos em áreas como a orçamentária (incluindo processo de licitação e de pagamento de bolsas), a legal e a ambiental. O ForRisco estará à disposição, sem ônus, para diversas instituições e órgãos públicos.
 
 
Boas práticas
 
Como é tradição nas reuniões do FORPLAD, a UFMG, como anfitriã, apresentou relatos de boas práticas no primeiro dia de reunião. A professora Juliana Torres de Miranda, presidente da Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD), expôs a matriz de distribuição de docentes, que serve de base, segundo critérios objetivos e variáveis claras, para decisões de reposição e redistribuição dos professores entre departamentos.
 
A Universidade também mostrou o projeto Oásis, destinado a aumentar a eficiência energética por meio de conjuntos de microturbinas acopladas a sistemas geradores e consumidores de calor. “O projeto é considerado excepcional por especialistas de fora da UFMG”, afirma Ricardo Fakury. O Oásis, que conta com parceria da Cemig, começou a ser implantado no Centro de Treinamento Esportivo (CTE). A apresentação ficou a cargo do professor Braz Cardoso Filho, que está à frente do projeto.
 
 
Fonte: Itamar Rigueira Jr. e Matheus Espíndola / Agência de Notícias UFMG.
 
 
Data da Notícia: 
segunda-feira, 8 Abril, 2019 - 14:32